Ação conjunta de Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sejusp é resultado de meses de investigação contra suspeito de ligação com organização criminosa
Na manhã desta quarta-feira (27), uma operação integrada entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) foi realizada no bairro Guarani, em Mâncio Lima. De acordo com as forças de segurança, a ação é fruto de meses de investigação envolvendo um indivíduo suspeito de ligação com organização criminosa.
Durante o cumprimento da operação, as equipes chegaram ao local onde o investigado estaria e também a outra residência associada ao caso, onde foram encontradas armas longas, munições e aparelhos celulares. As forças de segurança informaram que o trabalho foi conduzido de forma integrada e que o material apreendido será analisado para dar continuidade às investigações. As autoridades destacaram que novas informações deverão ser divulgadas após o avanço das apurações.

O delegado da Polícia Civil, Everton Carvalho, comentou a operação integrada que resultou na prisão de suspeitos e na apreensão de armas de grosso calibre em Mâncio Lima. Foto: captada
O delegado da Polícia Civil, Everton Carvalho, comentou a operação integrada que resultou na prisão de suspeitos e na apreensão de armas de grosso calibre em Mâncio Lima, no bairro Guarani.
Segundo o delegado, a ação já era fruto de um trabalho de investigação que vinha sendo realizado há meses contra um indivíduo com mandado de prisão em aberto.
“A Polícia Civil já vinha acompanhando esse indivíduo que estava com mandado de prisão em aberto. A partir dos levantamentos, juntamos forças com a Polícia Militar e Polícia Penal para realizar a incursão na residência e efetuar a prisão, além da apreensão dessas armas de grosso calibre”, afirmou.
Everton Carvalho explicou que o grupo atuava em uma rota conhecida do tráfico internacional de drogas na região do Vale do Juruá.
“Esses indivíduos utilizavam armamentos longos para proteger carregamentos de entorpecentes que vinham pela rota do Juruá, com destino a Cruzeiro do Sul e outros municípios”, disse.
O delegado destacou ainda que os suspeitos fariam parte de uma organização criminosa com histórico de atuação no tráfico de drogas.
“Trata-se de um indivíduo com histórico criminal extenso e de extrema periculosidade. Já vínhamos monitorando suas ações, principalmente nessa rota de tráfico entre o Peru e o Brasil”, acrescentou.
Segundo ele, os materiais apreendidos, incluindo celulares, serão periciados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
“Esse material será analisado, com autorização judicial, e outras pessoas que tenham participação no esquema poderão ser responsabilizadas futuramente”, concluiu o delegado.

O subcomandante da Polícia Militar no Vale do Juruá, tenente Thales Campos, destacou a importância da ação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sejusp. Foto: captada
O subcomandante da Polícia Militar no Vale do Juruá, tenente Thales Campos, destacou a importância da ação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sejusp, que atuaram com base em informações de inteligência.
“Foi uma operação histórica aqui no Vale do Juruá, marcada pela força da integração entre as instituições. Tivemos a apreensão de três armas longas, entre elas um fuzil plataforma AR-15, uma espingarda calibre 12 e uma arma 9mm, além de munições e dinheiro”, afirmou o subcomandante.
Segundo ele, também foram apreendidas 43 munições de calibre 12, 28 de calibre 5.56 e a quantia de R$ 3.169,65 em espécie.
“É um duro golpe ao crime organizado, com a prisão de quatro indivíduos, um deles com passagens por tráfico de drogas e homicídio. Todos, segundo as investigações, ligados a uma organização criminosa”, completou Thales Campos.
O oficial ressaltou ainda que o trabalho integrado das forças de segurança tem sido fundamental no enfrentamento ao crime na região. As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o combate às organizações criminosas no Vale do Juruá.
Fonte: O Alto Acre









