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MPAC investiga atuação de grupos criminosos armados em terras indígenas Ashaninka e Kaxinawá do Rio Breu, em Marechal Thaumaturgo

MPAC investiga atuação de grupos criminosos armados em terras indígenas Ashaninka e Kaxinawá do Rio Breu, em Marechal Thaumaturgo

Procedimento Investigatório Criminal (PIC) foi instaurado pelo promotor Flávio Augusto Godoy após denúncias sobre presença de organizações criminosas na região do Alto Juruá, na fronteira com o Peru; investigação tramita sob sigilo

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a suposta atuação de grupos criminosos armados nas terras indígenas Ashaninka e Kaxinawá do Rio Breu, em Marechal Thaumaturgo. A abertura da investigação foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público desta terça-feira (9).

A portaria, assinada pelo promotor de Justiça Flávio Augusto Godoy, tem como base uma Notícia de Fato instaurada após denúncias envolvendo a possível presença de organizações criminosas na região. Segundo o documento, o MP entendeu ser necessário aprofundar as apurações para identificar a materialidade dos fatos e eventuais responsáveis pelas condutas investigadas. “O procedimento investigatório criminal poderá apurar a ocorrência de infrações penais de iniciativa pública”, registra a portaria.

Como uma das primeiras providências, o MPAC determinou o envio de ofício à Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), requisitando todas as informações disponíveis sobre os fatos relatados. A investigação tramitará inicialmente sob sigilo – medida adotada porque as informações disponíveis até o momento ainda são consideradas preliminares. A instauração do procedimento não representa confirmação das denúncias, mas marca o início de uma investigação formal.

O (MPAC) instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a suposta atuação de grupos criminosos armados nas terras indígenas Ashaninka e Kaxinawá do Rio Breu, em Marechal Thaumaturgo. Foto; captada 

Região

Localizadas na região do Alto Juruá, próximas à fronteira entre Brasil e Peru, as terras indígenas Ashaninka e Kaxinawá do Rio Breu estão entre as áreas mais isoladas do Acre. A região é considerada estratégica pelas forças de segurança devido à proximidade com rotas internacionais utilizadas por organizações criminosas para o tráfico de drogas e outros delitos transfronteiriços.

Ao final da investigação, o Ministério Público poderá propor ação penal, adotar outras medidas judiciais cabíveis ou determinar o arquivamento dos autos, caso não sejam encontrados elementos suficientes para responsabilização criminal.

Fonte: O Alto Acre

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