O Ministério Público do Acre (MPAC) acionou a Justiça para cobrar a implementação de uma política estadual de proteção à população em situação de rua. A ação civil pública estrutural foi ajuizada pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e inclui pedido de urgência para a adoção de medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra esse grupo.
Entre os pedidos está a criação de um protocolo estadual para prevenção, atendimento, registro, investigação e monitoramento de ocorrências de violência contra pessoas em situação de rua.
A ação teve origem em um procedimento administrativo instaurado em janeiro de 2025 para acompanhar, dentro das atribuições do Estado, o cumprimento de determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976 e do Termo de Compromisso nº 6/2024, firmado entre a União e o Acre no âmbito do Plano Nacional Ruas Visíveis.
MPAC aponta falta de plano estadual
Segundo o Ministério Público, os documentos reunidos durante a apuração não comprovam a conclusão de um plano estadual com metas, prazos, responsáveis, indicadores e mecanismos de prestação de contas.
A Promotoria também aponta que não teria sido implementado um protocolo vinculante para prevenção e investigação de violências contra pessoas em situação de rua.
Diante disso, o MPAC pediu à Justiça a adoção de uma série de medidas para estruturar a política estadual de proteção.
Veja o que foi pedido
Entre as medidas solicitadas estão:
- criação de um grupo executivo estadual intersetorial;
- elaboração de diagnóstico sobre violências contra a população em situação de rua;
- identificação de possíveis vazios de proteção;
- instituição de um fluxo emergencial para atendimento de ocorrências;
- apresentação de uma minuta de protocolo definitivo para prevenção e investigação das violências.
Os prazos previstos para cumprimento das medidas variam de 15 a 90 dias.
O processo ainda aguarda análise judicial do pedido de tutela provisória de urgência.
Fonte: A Gazeta do Acre






