A Polícia Civil do Acre prendeu, na quarta-feira (8), José Melo de Andrade, acusado de tentativa de feminicídio contra a própria esposa. A prisão preventiva foi cumprida por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEMPCA/CZS), em cumprimento a mandado expedido pelo Poder Judiciário.
O crime ocorreu na tarde de terça-feira (7), por volta das 17h, na Comunidade Liberdade, em Cruzeiro do Sul. A vítima retornava do local conhecido como Banho do Erivan, acompanhada do marido, da filha e de outros familiares. Após transportar os parentes em uma motocicleta, o suspeito, de forma repentina e sem motivo aparente, tentou atingir a mulher com um golpe de faca no peito.
Para se defender, a vítima colocou o braço à frente e sofreu dois cortes profundos, caindo ao chão. Mesmo com a mulher caída e em situação de extrema vulnerabilidade, o agressor continuou a tentar golpeá-la. A ação só foi interrompida pela resistência da vítima e pela intervenção de terceiros, incluindo a própria filha do casal.
Após se desvencilhar das pessoas que o continham, o suspeito ainda perseguiu a vítima e, ao alcançá-la, proferiu grave ameaça: “Te deita no chão, que agora eu vou te mostrar como sou homem de verdade”. A fala reforça o contexto de violência doméstica, dominação e menosprezo à condição feminina. A vítima só conseguiu escapar com ajuda de pessoas que passavam pelo local.
Em decorrência das agressões, a mulher precisou de atendimento médico de urgência e recebeu 11 pontos em um dos cortes e 2 pontos no outro, o que demonstra a gravidade das lesões e o elevado potencial letal da ação.
Após instauração do inquérito policial, colheita de provas técnicas e depoimentos de testemunhas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do autor. O pedido foi deferido pela Justiça e o homem foi localizado e detido pelos agentes da DEMPCA/CZS. Ele permanece à disposição da Justiça.
O delegado Heverton Carvalho, responsável pelo caso, destacou a gravidade do episódio, “Trata-se de um caso extremamente grave, em que a vítima só não foi morta graças à própria reação e à intervenção de terceiros. A prisão preventiva foi necessária para garantir a ordem pública e preservar a integridade física da vítima, diante do histórico de violência doméstica e da clara intenção homicida demonstrada pelo autor.”
Fonte: Jurua24horas









