Medida publicada nesta segunda-feira (3) vale por 180 dias e prevê ações para mitigar os impactos da estiagem, que pode se agravar com o El Niño
O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o estado por um período de 180 dias em razão do agravamento da seca severa e da iminente possibilidade de desabastecimento hídrico. O decreto, assinado pela governadora Mailza Assis e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (3), prevê uma série de medidas para minimizar os impactos da estiagem.
A decisão foi fundamentada em estudos técnicos e previsões climáticas que apontam para o agravamento da seca nos próximos meses, impulsionado pelo retorno e intensificação do fenômeno El Niño. De acordo com o decreto, boletins climáticos indicam redução das chuvas, aumento das temperaturas acima da média histórica e queda significativa da umidade relativa do ar entre agosto e outubro.
Entre as principais preocupações do governo estão a redução dos níveis dos rios e igarapés, a possibilidade de isolamento de comunidades ribeirinhas, dificuldades no abastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis, além do aumento dos custos de transporte e da vulnerabilidade social de milhares de famílias.
Com a medida, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento da emergência, incluindo o monitoramento das condições climáticas e hidrológicas, apoio aos municípios, assistência às comunidades isoladas e articulação com órgãos estaduais, federais e municipais.
O decreto também autoriza a realização de despesas emergenciais para aquisição de equipamentos, insumos, veículos, contratação de serviços e distribuição de água por meio de carros-pipa, além da intensificação das ações de prevenção e combate às queimadas e incêndios florestais.
Entre as prioridades estabelecidas pelo governo estão o atendimento às comunidades ribeirinhas, indígenas e rurais, o abastecimento de água para consumo humano e dessedentação animal, além da manutenção do funcionamento das unidades de saúde e das escolas públicas localizadas nas regiões mais afetadas.
Fonte: O Alto Acre






