O advogado Erick Venâncio, que defende o ex-governador do Acre e candidato ao Senado Gladson Cameli, se manifestou nesta terça-feira (22) após a operação da Polícia Federal que teve o político como um dos alvos.
Em nota, a defesa classificou a ação como “abusiva”, “sensacionalista” e uma “clara perseguição” com finalidade eleitoral. A operação, realizada a poucos dias das eleições, teve mandados cumpridos em endereços ligados ao ex-governador.
Segundo a defesa, causa estranheza o momento da operação e a forma como as informações foram divulgadas. O advogado afirma que houve um vazamento seletivo de informações e questiona o fato de veículos de comunicação e influenciadores terem divulgado detalhes da ação antes que Cameli e sua equipe jurídica tivessem conhecimento das razões das diligências.
A nota afirma que a divulgação teria como objetivo atingir a imagem da candidatura e caracteriza a cobertura inicial como “sensacionalista e pejorativa”. Essas afirmações são atribuídas à defesa do candidato.
Defesa cita decisão do STF
Outro ponto levantado pelo advogado é a realização da operação durante o período eleitoral. A defesa cita a ADPF 1017, do Supremo Tribunal Federal (STF), que trata da imunidade eleitoral prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e da aplicação da proteção a medidas cautelares contra candidatos a cargos majoritários nos 15 dias que antecedem o primeiro turno.
Segundo a defesa, a decisão do STF teria sido desrespeitada no caso de Cameli. O advogado afirma que a operação representa a continuidade de medidas que considera abusivas e que poderiam influenciar o processo eleitoral.
A defesa também sustenta que decisões anteriores do STF reconheceram a ilegalidade de provas utilizadas em investigações relacionadas ao ex-governador.
Apesar das críticas, Erick Venâncio afirma que Gladson Cameli e sua equipe permanecem à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários e colaborar com as investigações.
A defesa encerra a manifestação afirmando confiar na Justiça e na decisão dos eleitores acreanos e pede atenção ao que classifica como uso eleitoral das instituições.
Fonte: Jurua24horas






