Juliel Rodrigues Lima foi detido em agosto de 2024 na sede do 1º Conselho Tutelar de Rio Branco; afastamento saiu no DOE na segunda (27); defesa nega acusações
O conselheiro tutelar Juliel Rodrigues Lima, preso em agosto do ano passado sob acusação de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos, foi afastado das funções apenas na segunda-feira (27) – oito meses após a prisão. Ele atuava como conselheiro suplente no 1º Conselho Tutelar de Rio Branco.
O afastamento foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Na mesma edição, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Rio Branco (CMDCA) convocou outro conselheiro para assumir a vaga.
A prisão e a acusação
Juliel foi preso no dia 20 de agosto de 2024 na própria sede do conselho tutelar, no bairro Bela Vista. Ele acabou solto no dia seguinte, durante audiência de custódia. Segundo a polícia, a vítima, uma adolescente de 14 anos, era vizinha do suspeito.
A jovem relatou à mãe que o homem enviava mensagens de teor sexual e chegou a tocar em suas pernas. A vítima também disse que o suspeito pedia selfies e a chamava para sair. A prisão preventiva foi decretada, e ele foi levado à Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima (Decav).
À época, o 1º Conselho Tutelar de Rio Branco confirmou a prisão no local e afirmou que estava se informando sobre o caso para se manifestar.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa do conselheiro afirmou que ele “nega veementemente as acusações” e que se tratam de alegações que ainda carecem de “sustentação probatória robusta no âmbito do devido processo legal”.
Sobre o afastamento, a defesa disse que o cliente acatou a decisão administrativa “com serenidade”, mas ressaltou que a medida “não constitui, sob qualquer hipótese, uma assunção de culpa ou condenação antecipada”, sendo apenas um procedimento para assegurar “transparência e lisura” das investigações administrativas.
Andamento do caso
O Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) já ofereceu denúncia contra o suspeito. Ele aguarda o julgamento em liberdade. O caso segue em tramitação na Justiça.
Fonte: O Alto Acre









