Antônio Azevedo vistoriou o local após o acidente e afirma que a fiação de alta tensão não tem contato com a água ou a vegetação. Comunidade alerta para a presença constante do peixe-elétrico na região.
A fatalidade gerou comoção na comunidade e levantou dúvidas sobre a origem da descarga elétrica que causou a tragédia. Após suspeitas iniciais de que um cabo da rede de energia pudesse ter provocado o acidente, moradores vistoriaram a área e descartaram a hipótese, apontando um ataque de puraquê (peixe-elétrico) como a causa mais provável.
O morador Antônio Azevedo de Sousa, conhecido na região como Tonheiro, relatou ter ido ao local logo após o ocorrido para verificar as condições do igarapé. Segundo ele, embora o nível da água esteja alto e próximo à estrutura da ponte, os cabos de alta tensão estão isolados.
“Eu estive lá olhando, não tem nem mato pegando na rede. Passei mais de meia hora lá analisando direitinho. A rede passa no alto. Descarga elétrica de energia não foi. Tenho certeza”, afirmou o morador.
Com a possibilidade de acidente com a rede elétrica afastada, a comunidade atribui a letalidade do choque ao puraquê, animal que é presença comum nas águas escuras da região. Acostumado com a rotina no interior, Antônio fez um alerta sobre os riscos que o peixe oferece aos banhistas e moradores locais.
“Eu sou do interior e ele mata. Não se confie, porque é um choque que mata mesmo. Já vi muito por lá, tem muito puraquê. É por isso que eu tenho um medo medonho de água”, relatou Antônio, ressaltando ainda o sentimento de luto compartilhado pela vizinhança. “Não era nada meu, mas sou amigo. Fiquei meio abalado”, concluiu.
Fonte: Jurua24horas









