A ex-primeira-dama de Cruzeiro do Sul e do Acre, Beatriz Barroso Cameli, foi apresentada na sexta-feira (21) pelo ex-governador Gladson Cameli como sua primeira suplente na disputa por uma vaga ao Senado.
Viúva do ex-governador Orleir Cameli, tio de Gladson, Beatriz afirmou acreditar que, apesar dos problemas jurídicos enfrentados pelo ex-governador, ele deverá manter a candidatura e chegar às urnas.
Nascida no Peru, filha e neta de brasileiros, Beatriz vive no Brasil há mais de 40 anos. No Acre, construiu sua trajetória familiar ao lado de Orleir Cameli, com quem teve o filho Linker Cameli e netos.
Segundo ela, o convite para integrar a chapa foi recebido com surpresa e orgulho. Beatriz contou que aceitou a proposta feita por Eládio, pai de Gladson, e revelou que pretende atuar, caso assuma o cargo, em pautas voltadas aos idosos, crianças, centros de recuperação de dependentes químicos, cultura e arte.
“Eu aceitei com surpresa e orgulho o convite que me foi feito pelo Eládio, pai do Gladson. Eu quero assumir, se Gladson permitir, por algum tempo, para atuar voltada para o cuidado com os idosos, crianças, os centros de recuperação de dependentes químicos, a cultura e a arte”, afirmou.
Beatriz também contou que Orleir não permitiria que ela se candidatasse enquanto era vivo. Segundo ela, o ex-governador era protetor e ciumento e preferia que ela permanecesse em casa.
Ela disse ainda que se sente preparada para a função e destacou a relação familiar com Gladson. Beatriz afirmou que recebeu manifestações de apoio de políticos como Márcio Bittar, Jéssica Sales, Socorro Neri, Antônia Lúcia, Maria Antônia, governadora Mailza Assis, ex-senadora Maria das Vitórias e deputado Zezinho Barbary, além de amigos.
A ex-primeira-dama revelou que já havia sido convidada pelo ex-senador Sérgio Petecão para exercer a mesma função, mas recusou. Na ocasião, sugeriu o nome de Maria das Vitórias, que acabou sendo escolhida.
Sobre Gladson, Beatriz destacou a relação familiar e lembrou que, desde jovem, ele demonstrava interesse pela política e tinha Orleir como referência.
“Eu gosto do Gladson, que desde muito novo já queria ser político. Ele queria ser como o Orleir. Até as roupas e cintos como Orleir usava, ele usava também”, contou.
Críticas e etarismo
Beatriz também comentou as críticas recebidas após o anúncio de sua indicação. Segundo ela, houve manifestações de etarismo, inclusive de pessoas que consideraram sua idade um impedimento para a atuação política.
“O Vagner Sales disse que estou velha para isso, mas eu tenho muita vitalidade e contribuição para dar ao Acre”, declarou.
Apoio à chapa Mailza e Jéssica
Sobre a candidatura da governadora Mailza Assis Cameli à reeleição, tendo a ex-deputada federal Jéssica Sales como vice, Beatriz classificou a composição como um momento histórico para o Acre.
Para ela, as duas representam mulheres preparadas e com força política para disputar e vencer a eleição.
“São duas mulheres fortes na política, que podem ganhar sim. Acredito que será uma gestão muito moderna no Acre. Elas têm coragem, preparo e conhecimento em gestão e política. Estamos em um bom momento para as mulheres”, afirmou.
Beatriz também citou a presença feminina em espaços de liderança em Cruzeiro do Sul e destacou Núcia Melo, presidente da Associação Comercial do município.
Nascida em Ibéria, no Peru, Beatriz é descendente de cearenses que migraram para o Acre em busca de trabalho na extração da borracha. Seus pais eram de Brasiléia, e ela veio para Cruzeiro do Sul há 46 anos, já casada com Orleir Cameli.
Questionada sobre a possibilidade de seu filho, Linker Cameli, disputar uma vaga nas eleições deste ano, Beatriz descartou a possibilidade. Segundo ela, o filho gosta de política e poderá concorrer em uma eleição futura.
“Talvez em uma outra eleição ele seja candidato porque gosta de política e de trabalhar”, afirmou.
Beatriz também declarou apoio à candidatura de Claire Cameli, filha de Orleir, para uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre.
Fonte: Jurua24horas






