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Acre mantém dois empregadores na “lista suja” do trabalho escravo após nova atualização federal

Acre mantém dois empregadores na “lista suja” do trabalho escravo após nova atualização federal

O estado do Acre segue com dois empregadores incluídos no cadastro conhecido como “lista suja” do trabalho escravo, conforme atualização divulgada pelo governo federal nesta semana.

A lista reúne pessoas físicas e jurídicas flagradas submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, após conclusão de processos administrativos sem possibilidade de recurso. 

No Acre, permanecem no cadastro os nomes de Hudson Primo Coelho, com ocorrência registrada em 2022, e João Paulo Nunes da Silva, relacionado a um caso de 2023. Ao todo, os dois casos envolveram nove trabalhadores resgatados em situações consideradas degradantes. 

Atualização nacional

A nova atualização incluiu 169 empregadores em todo o país, elevando o total para cerca de 613 nomes no cadastro. Entre os incluídos, estão 102 pessoas físicas e 67 empresas. 

As atividades com maior número de ocorrências envolvem serviços domésticos, criação de gado, cultivo de café e construção civil. Ao todo, os novos registros resultaram no resgate de mais de 2 mil trabalhadores em condições de exploração. 

Transparência e combate

A chamada “lista suja” é divulgada semestralmente, geralmente nos meses de abril e outubro, como forma de dar transparência às ações de fiscalização no combate ao trabalho escravo no Brasil. 

A inclusão no cadastro ocorre somente após fiscalização, autuação e conclusão do processo administrativo, garantindo direito à defesa aos empregadores. 

Mesmo sem gerar punições diretas, a lista é amplamente utilizada por bancos e empresas como critério para concessão de crédito e fechamento de contratos, funcionando como um importante instrumento de combate a esse tipo de violação.  

Fonte: Jurua24horas

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