Criança sumiu em 24 de setembro, e Bombeiros percorreram mais de 3,1 milhões de metros quadrados em cinco dias; Justiça havia determinado continuidade das diligências, e MPAC pede explicações urgentes aos órgãos responsáveis
Com assessoria
Após uma determinação judicial para manter as diligências, as buscas por uma bebê de nove meses desaparecida na zona rural de Manoel Urbano foram encerradas pelo Corpo de Bombeiros sem que a criança fosse encontrada. Diante da situação, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) solicitou, com urgência, esclarecimentos aos órgãos responsáveis sobre o cumprimento da ordem judicial.
A menina desapareceu em 24 de setembro e, até esta quinta-feira (15), continuava sem ser localizada. As buscas mobilizaram bombeiros, policiais, voluntários e cães farejadores. Durante cinco dias, as equipes percorreram mais de 3,1 milhões de metros quadrados, mas não encontraram pistas sobre o paradeiro da criança.
A continuidade das diligências havia sido determinada pela Justiça em 28 de setembro, após solicitação do MPAC. A decisão também estabeleceu a atuação conjunta dos órgãos de segurança e do Conselho Tutelar, além de medidas de proteção para os dois irmãos da bebê.
O tio da criança foi preso após o desaparecimento e é apontado como suspeito de tê-la retirado da residência onde estava. A mãe também foi presa, no dia 27 de setembro, sob suspeita de abandono de incapaz.
A Polícia Civil informou que a investigação continua em andamento. O MPAC acompanha o casoe cobra informações sobre as providências adotadas para garantir o cumprimento da decisão judicial e a localização da bebê.
Confira a nota do MPAC:
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Manoel Urbano, informa que adotou providências para esclarecer informações sobre uma possível interrupção das buscas por uma criança desaparecida.
Diante da notícia de que as diligências teriam sido encerradas, apesar de determinação judicial para sua continuidade, o MPAC requereu, com urgência, que os órgãos responsáveis prestem esclarecimentos sobre a situação das buscas e as medidas adotadas para o cumprimento da ordem judicial.
O MPAC acompanha a situação e reforça a importância da continuidade das diligências necessárias à localização da criança.
Fonte: O Alto Acre
