O costume faz parte do imaginário popular de comunidades que vivem às margens de grandes rios das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Segundo a crença, a cuia com a vela acesa é colocada na água no ponto onde a pessoa foi vista pela última vez. A correnteza conduz o objeto pelo rio e, de acordo com a tradição, ele pode parar, rodopiar ou ter a chama apagada sobre o local onde estaria o corpo.
A prática não substitui as técnicas utilizadas pelas equipes de busca, mas representa, para os moradores, uma forma de esperança diante da dificuldade de localizar a criança. Durante a tentativa, um dos moradores que acompanhava o percurso da cuia demonstrou a expectativa de que o menino seja encontrado e possa ser devolvido à família. “Achar esse menino para a mãe dele, se Deus quiser, para ter um enterro com dignidade”, afirmou.
As buscas por Davi continuam mobilizando moradores e equipes envolvidas na operação. O desaparecimento ocorreu no Rio Juruá, onde as condições da correnteza e a profundidade dificultam a localização da criança.
Fonte: Jurua24horas






