A Polícia Civil de Cruzeiro do Sul concluiu as investigações sobre o desaparecimento da adolescente Kemily Michele Ferreira Araújo, de 15 anos, e descartou a ocorrência de um sequestro. O caso, registrado na segunda-feira (3), mobilizou familiares, moradores e equipes policiais diante da suspeita inicial de um crime.
Logo após ser localizada, a adolescente relatou que teria sido abordada por um homem encapuzado, forçada a entrar em um veículo e levada para um local desconhecido, onde teria ingerido uma bebida e perdido a consciência. A denúncia deu início a uma série de diligências para identificar o suposto autor e esclarecer o desaparecimento.
Durante a investigação, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança, ouviram testemunhas e reconstruíram os passos da adolescente. No decorrer da apuração, a mãe de um adolescente de 15 anos procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEMPCA) e informou que Kemily permaneceu na residência da família durante todo o período em que era considerada desaparecida.
Após novas oitivas, a própria adolescente confirmou que não havia sido vítima de sequestro e admitiu que esteve na casa do namorado, levando a Polícia Civil a descartar oficialmente a prática do crime.
O delegado Vinícius destacou que a corporação agiu de forma imediata diante da denúncia. “O papel da Polícia Civil é investigar. Quando uma família procura a delegacia relatando um possível sequestro, não há como presumir que a informação seja falsa. Nossa obrigação é apurar os fatos e buscar a verdade”, afirmou.
Apesar do esclarecimento do caso, a adolescente receberá acompanhamento psicológico e assistência social. Segundo a DEMPCA, ela apresentou forte abalo emocional e relatou problemas pessoais e familiares. O objetivo é oferecer suporte e compreender os fatores que contribuíram para a falsa comunicação do desaparecimento.
Com a conclusão das investigações, a Polícia Civil confirmou que não há qualquer evidência da prática de sequestro, encerrando um caso que gerou preocupação entre moradores de Cruzeiro do Sul.
Fonte: Jurua24horas






