Criança de 11 anos será transferida para enfermaria do Into-AC; prisões preventivas foram decretadas por tentativa de homicídio qualificado e maus-tratos, mas suspeitos não foram localizados
A menina de 11 anos, supostamente envenenada com soda cáustica, apresentou uma evolução significativa em seu estado de saúde e já não corre mais risco de morte. A informação foi confirmada pela pastora Regiane Maciel, que acompanha o caso e mantém contato com a família da criança.
Segundo ela, a criança deixará a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e será transferida para um leito de enfermaria no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), onde continuará recebendo acompanhamento médico e tratamento especializado.
A melhora representa um importante avanço na recuperação da menina, que está internada desde o início de julho após ingerir soda cáustica. Durante esse período, ela permaneceu sob cuidados intensivos e foi submetida a acompanhamento constante da equipe médica.
Apesar da evolução clínica, a criança ainda seguirá internada para dar continuidade ao tratamento das lesões provocadas pela substância. A transferência da UTI para um leito de enfermaria é considerada um passo importante na recuperação e renova a esperança da família e da rede de apoio que acompanha o caso desde os primeiros dias de internação.
Pai e madrasta são considerados foragidos
O pai e a madrasta da menina são considerados oficialmente foragidos da Justiça. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13), pela Polícia Civil do Acre.
Segundo a instituição, após diligências realizadas nos endereços de referência dos investigados, eles não foram localizados para o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e, por isso, passaram à condição de foragidos. As prisões foram decretadas pela Justiça do Acre após pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).
Os dois são investigados, em tese, pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado — por suposto emprego de meio cruel e violência doméstica contra criança — e maus-tratos agravados em razão da idade da vítima. Na decisão, a Justiça considerou a gravidade dos fatos, a condição de vulnerabilidade da criança, a necessidade de garantir a instrução criminal e evitar a reiteração de condutas. Em relação ao pai, também já tinham sido apontados indícios de fuga.
O caso segue sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e continua sendo investigado pela Polícia Civil. A Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania também instaurou procedimento para acompanhar as investigações, fiscalizar as medidas de proteção à vítima e apurar a possível prática de outros crimes relacionados ao episódio.

O caso é acompanhado pela Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania, que instaurou procedimento para acompanhar as investigações. Foto: captada
Fonte: O Alto Acre









