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Polícia desarticula ‘Tribunal do Crime’ em Rio Branco e prende quarteto que planejava executar jovem sequestrado por engano

Polícia desarticula ‘Tribunal do Crime’ em Rio Branco e prende quarteto que planejava executar jovem sequestrado por engano

Vítima foi abordada ao sair para comprar pão e levada para local onde seria julgada por membros de facção; grupo confessou que planejava matá-la; prisões ocorreram durante interrogatório no bairro do Taquari

Kauendresson Jesus da Silva (“Orelha”), Guilherme Barroso da Silva (“Gordinho”), Andresson Teixeira de Souza Dantas e Marcos Freitas de Oliveira – apontados pela polícia como membros do “Tribunal do Crime” – tiveram as prisões preventivas decretadas durante audiência de custódia no Fórum Criminal de Rio Branco e foram encaminhados ao Complexo Penitenciário, por onde já tinham passagem.

O quarteto, com passagens por roubo, extorsão, tráfico, homicídio e porte ilegal de arma de fogo, foi preso na noite de quinta-feira (18) quando interrogava uma vítima que havia sido sequestrada no bairro do Taquari. Os quatro foram surpreendidos por uma guarnição do 2º BPM. Eles confessaram que planejavam executar o rapaz, que não tem nenhuma ligação com facções criminosas.

Relato da vítima

Em conversa com os policiais, a vítima disse que estava na casa da namorada e saiu por alguns instantes para comprar pães para o jantar. No meio do caminho, foi interceptada por dois homens armados, que sob ameaças a levaram para um local afastado, onde dois outros homens os aguardavam. “Eles me faziam perguntas e por várias vezes disseram que iriam me matar por pertencer a outra facção”, disse o rapaz.

Ação policial

Por sorte, alguém presenciou o sequestro e acionou o 2º BPM, que agiu rapidamente e evitou mais uma execução. Presos, os acusados foram reconhecidos como membros de uma facção criminosa com domínio sobre grande parte do bairro. Segundo as autoridades, os presos atuavam como “juízes” no “Tribunal do Crime”, com poder de condenação à pena capital. O caso segue sob investigação.

Fonte: O Alto Acre

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