Um trabalho minucioso de inteligência do Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) da Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso que aterrorizava Cruzeiro do Sul e buscava refúgio em áreas de difícil acesso. A operação de captura foi executada pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e contou com o apoio das forças de segurança do estado do Amazonas.
De acordo com o delegado Everton Carvalho, titular do NEIC, os presos estão diretamente envolvidos em roubos e homicídios recentes na área urbana do município cruzeirense. Após o cometimento dos crimes, os suspeitos fugiam para comunidades rurais fora da jurisdição do Acre para dificultar a ação policial.
“Fizemos o levantamento de inteligência para identificar onde essas pessoas estavam homiziadas (escondidas). Tratamos diretamente com o Gefron para fazer a incursão e a captura. Essa integração com o Amazonas foi fundamental, pois a comunidade pertence à jurisdição deles. Os presos foram levados para lá, mas também responderão pelos delitos que ocorreram em Cruzeiro do Sul”, explicou o delegado.
Terror no campo e ordens pela internet
A investigação apontou para um cenário preocupante na região: criminosos foragidos da Justiça estão utilizando ramais e comunidades rurais distantes não apenas como esconderijo, mas como verdadeiras bases de operação, levando insegurança aos moradores locais.
O detalhe que mais chamou a atenção das autoridades foi o modus operandi do grupo à distância. Segundo o delegado, os bandidos se aproveitavam da facilidade da conexão de internet nas zonas rurais para manter contato com comparsas e continuar encomendando roubos e execuções dentro da cidade de Cruzeiro do Sul.
“Esses indivíduos procuram a zona rural por ser um local mais tranquilo, sem a presença constante da polícia. Isso causa temor e aterroriza a comunidade. No entanto, a Polícia Civil está de olho e, atuando de forma integrada com o Gefron, continuaremos desencadeando ações para retirar esses criminosos de circulação e devolver a paz às comunidades”, garantiu Carvalho.
Fonte: Jurua24horas









