A Polícia Civil do Acre, em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre (MPAC), realizou na manhã desta terça-feira (13) uma grande operação para desarticular a estrutura de uma organização criminosa com atuação no estado.
Cerca de 100 mandados judiciais — entre ordens de prisão e de busca e apreensão — estão sendo cumpridos em diversos pontos previamente identificados pelas forças de segurança. A ação envolveu a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e a Delegacia Especializada no Combate às Ações Criminosas Organizadas, mobilizando mais de 120 policiais civis e servidores do Ministério Público.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Henrique Maciel, a operação representa um avanço significativo no combate ao crime organizado na região. Ele afirmou que as prisões visam “quebrar a cadeia hierárquica do crime e combater o poder financeiro dessas estruturas”, ressaltando o esforço integrado das instituições envolvidas.
O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, explicou que a ação é fruto de uma investigação de aproximadamente dois anos. Do total de ordens judiciais, foram expedidos 62 mandados de prisão e mais de 100 de busca e apreensão contra alvos considerados estratégicos na hierarquia da organização.
A operação também alcançou desdobramentos interestaduais, com alvos em Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte, o que demonstra a amplitude das atividades da quadrilha investigada.
Em coletiva de imprensa, o delegado Saulo Macedo informou que a investigação identificou um amplo cenário de atuação criminosa, incluindo homicídios antigos, extorsões contra comerciantes, cobranças de taxas de proteção e tráfico de drogas na região central de Rio Branco. “A partir das provas colhidas serão abertas novas frentes de investigação para responsabilizar outros envolvidos”, afirmou.
Até o momento, 15 pessoas foram presas durante o cumprimento dos mandados, mas as diligências continuam e o número de detidos pode aumentar. Foram apreendidos veículos, mais de R$ 10 mil em dinheiro e uma arma de fogo.
Ao fim da coletiva, o delegado-geral enfatizou a importância da integração entre as instituições de segurança e justiça no enfrentamento ao crime organizado, destacando que o trabalho conjunto deve continuar para reduzir a influência dessas estruturas no estado.
Fonte: Jurua24horas









