A comunidade do Estirão do Remanso, em Cruzeiro do Sul, no Acre, continua isolada após o bloqueio do ramal de acesso por obras da base da Petrobras. Em resposta, moradores mantêm o fechamento da estrada que leva ao porto governamental, exigindo a reabertura imediata da via.
Necí Lima da Conceição, de 62 anos, moradora antiga da região, relata as dificuldades enfrentadas. “Estamos isolados, não tem como tirar nossas coisas. A gente fazia a compra e entregavam em casa, agora estamos de cara para o céu. Estão fazendo humilhação com nós, pelos anos que moramos ali”, desabafou Necí, que sofre com problemas de coluna e hérnia de disco.
Ela destaca o impacto nas crianças: “Tem muitas mães com filhos para estudar. As crianças já estão há dias sem aula”. Necí também expressa preocupação com emergências de saúde: “Se alguém adoecer, fica muito difícil. Eu sou doente, se eu piorar, quem vai me levar ao médico? Uma vez adoeci e a ambulância sofreu para chegar. Agora nem a pé passa”.
A moradora classifica o fechamento como desumano: “Nós não somos animais para tratar a gente assim. Somos cristãos, queremos nossos direitos. A comunidade está revoltada e quer solução urgente”.
Fonte: Jurua24horas









